quinta-feira, 10 de abril de 2014

PSDB JOGA SUJO E TENTA PRIVATIZAÇÃO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO.



Alckmin e o PSDB, finalmente tornam público o plano maligno de terceirizar as unidades de conservação 

Através do PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 62, DE 2013 enviado pelo Senhor Governador do Estado Geraldo Alckmin para a Assembleia Legislativa, finalmente o PSDB mostra o real interesse em privatizar as unidades de conservação.

Um plano ardiloso que visa entregar para a iniciativa privada, principalmente a Estação Ecológica da Juréia, o Parque Estadual da Ilha do Cardoso e o Parque Estadual Morro do Diabo, localizado na região do Pontal do Paranapanema, em Presidente Prudente.

Estes três parques, administrado pelas grandes ONGs de São Paulo poderiam gerar grandes somas de dinheiro. Poderiam gerar, a cada 4 anos, recursos, por exemplo, pra financiar campanha política para Governador e Presidente.

Apenas em dois projetos com financiamento de bancos estrangeiros mostra que nos últimos anos, a "CONTA VERDE" recebeu valores em torno de UM BILHÃO DE DÓLARES.

O termo de Cooperação Financeira para a Execução de Projetos para a Preservação das Florestas Tropicais  recebeu mais de 66 milhões de Euros... Empréstimo de mais de 160 milhões de dólares do BID, para Secretaria do Meio ambiente tirar moradores dos bairros cota, em Cubatão e despejar muitos aqui em Peruíbe 160 milhões de dólares.

Alckmin escolheu a deputada Maria Lúcia Amary para guiar o projeto. Não foi por acaso. A tucana é responsável pela relatoria do projeto Dupla Porta, que obrigava hospitais públicos destinarem até 25% dos seus serviços para usuários de planos de saúde e particulares. Ou seja, pacientes da rede pública, usuários do SUS, ficariam ainda mais limitados ao acesso aos hospitais. 

“Esse projeto aumenta a terceirização, ampliando a privatização das áreas de saúde, cultura, esporte, atendimento ou promoção dos direitos das pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, conservação do meio ambiente”, denuncia Adriano Diogo. “Alckmin vai entregar todas essas atividades do Estado a organizações sociais, sem o menor critério”.

O caso fica ainda mais misterioso. “Como um projeto tão amplo, que envolve cinco secretarias de Estado, foi a plenário sem audiências públicas com essas secretarias?”

Na sua proposta de terceirização, o governador ainda proibiu a participação de membros da comunidade nos conselhos da entidade e destitui a obrigatoriedade do conselho de administração e diretoria,  segundo o Deputado.

Uma verdadeira máquina de desocupação das unidades de conservação foi criada - às vezes, aparentemente, sem muita ética - para desocupar as Unidades de Conservação. A Vila da Barra do Una é testemunha, Há 6 anos, dos esforços que a procuradoria do estado faz para tornar a vida de moradores tradicionais insustentável... Leia artigo da Mongue
A fúria com que funcionários derrubavam casas dava a impressão que ganhariam algum prêmio por entregar a área sem moradores para o futuro dono. Agiam como se fossem verdadeiras milicias. Veja como agiam funcionários e terceirizados.

Tudo que está acontecendo agora foi previsto por Pradel Martins, morador tradicional da Juréia, recentemente falecido. Dizia "Seu" Pradel: "Eles querem expulsar a gente pra vender a Juréia". Leia publicação no blog da Mongue, em 2011.

 



sábado, 8 de março de 2014


Marketing ou desperdício de dinheiro público?

 


Não tenho certeza, mas acho que a atual gestão do município sofre algum distúrbio ou não tem a mínima ideia do que está fazendo.

Me deparei com uma publicação atestando a contratação do colunista social Amaury Júnior para “vender” a imagem de Peruíbe e atrair novos investimentos.

Fico imaginando o diálogo de um “esforçado” Garoto Propaganda, hospedado no melhor hotel de Las Vegas, Punta Del Leste, Cancún, Paris ou em qualquer outro lugar que costuma frequentar com investidores..

 

Garoto Propaganda: E aí,mano firmeza?

Investidor: ...é nóis...

G P: Ta afim de investir uma grana num pico da hora?

Investidor: Demorô... Cancún? Las Vegas? Flórida?

G P: Tá maluco, MLK?! "Esses pico já era". O pico da hora é o bar da Sara, ta ligado?! Tenho um bróder na área. É o síndico da bagaça! Se liga na foto.

 

Investidor: Sei não, irmão...  Parece que não tem lugar pro meu iate.

G P: Aí tá meio enrolado mesmo.Tem que deixar em Itanhaém...

Investidor: ?????????

G P: Belezzz... E a cachoeira do paraíso? Lugar selecionado. Só 70 pessoas por dia.. E o Perequê? Dá pra fazer um churras tomá umas breja... Diz aí muleke. Os cara são bom de marquetingue, heim?!...

Investidor: Dá pra construir lá?

G P: Aí tá meio enrolado mesmo.

Investidor: E as estrada, irmão? Tá tudo em cima?

G P: Aí tá meio enrolado mesmo. A estrada é boa, sabe cumé... chuva, pneu liso, ponte estreita

 

Investidor: Alô. Segurança?! Manda uma camisa de força que o mano pirou! E aproveita e manda internar o pessoal que contratou esse cara.

Este é um texto de ficção. Qualquer semelhança com fatos ou pessoas é mera coincidência.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A incompetência do Poder Público destrói Peruíbe, há anos.

Mais uma Ação Civil Pública contra a construção de casas de veraneio em área de preservação permanente põe a administração pública no banco dos réus.

Milhares de reais são perdidos pelo município em ações que poderiam ser evitadas através de fiscalização séria e competente.

Recente construção do órgão fiscalizador da Juréia (Fundação Florestal), na Praia do Guarauzinho, foi alvo de autuação por danos ao meio ambiente. Vergonhoso que o órgão fiscalizador cometa os crimes ambientais que ele deveria evitar.

Construção em 1988.
O Chefe do Departamento de Fiscalização da Prefeitura, ao ser notificado disse: 
“eles vão conseguir licença. Estamos monitorando”. Entendo que esta afirmação atesta a imensa falta de seriedade na concessão de licenças ambientais. Como afirmar que será licenciada uma obra sem ao menos conhecer o projeto?
 
Bandeira da CETESB comprova que o órgão fiscalizador este lá
Uma desculpa digna de funcionário que deveria ser autuado por prevaricação. Ou melhor, deveria ser excluído do serviço público. Será que a "Mansão da Prainha" também foi "monitorada" pelo órgão fiscalizador?



Mais uma construção irregular, dentro de unidade de conservação foi a casa construída pelo então Prefeito do Município. Desta vez, a punição exemplar foi rápida e eficiente.

Assim como as casas do condomínio da Prainha que foram demolidas, depois de um processo que se arrastou por 20 anos, com alto custo financeiro para o poder público, a “Mansão da Prainha” também será demolida. Quem perde? Todos nós!
E assim seguimos...Os órgãos fiscalizadores não atuam... A justiça demora anos para punir os culpados e a natureza, assim como os cofres públicos, vão sendo dilapidados.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

FUNDAÇÃO FLORESTAL CONTINUA COMETENDO CRIME AMBIENTAL NA JURÉIA.


Há meses estamos denunciando irregularidades na construção de um resort no Núcleo do Arpoador, na Estação Ecológica da Juréia-Itatins.

O órgão que deveria zelar pela obediência à legislação, tem se tornado infrator contumaz. Ou por ação própria ou por ação de empresas terceirizadas.

Se aproveitando do feriado (multa e pena em dobro) do dia de emancipação do município de Peruíbe, foram jogados em área de preservação permanente, milhares de telhas, em flagrante crime ambiental. A vegetação do manguezal apresenta sinais evidentes de corte com utilização de moto-serra.

Uma Patrulha, comandada pelo Sargento Reinaldo autuou mais esta irregularidade na manhã de hoje.




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MONGUE VENCE, TAMBÉM EM SEGUNDA INSTÂNCIA, PROCESSO MOVIDO POR DIRETOR DA LLX. 

Em defesa da Mongue e de seu Presidente atuou  o Advogado Dr. Luiz Mauricio Passos de Carvalho Pereira.
A Ação Civil Pública que determinou, entre outras punições, a cassação dos direitos da ex-prefeita Julieta Omuro e o impedimento legal e definitivo da instalação do Porto Brasil, sobre a Terra Indígena Piaçaguera foram patrocinadas, pelas Doutoras Rosângela Barbosa e Marie Madeleine Hutyra de Paula Lima. 

LEIA A SENTENÇA NA ÍNTEGRA: 


TRIBUNAL DE JUSTIÇA DÉCIMA OITAVA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº 0074471-04.2008.8.19.0001 APELANTE: JOSÉ SALOMÃO FADLALAH APELADOS: MONGUE PROTEÇÃO AO SISTEMA COSTEIRO E PLINIO EDGAR BORBA DE CASTRO MELO RELATOR: DES. CARLOS EDUARDO DA FONSECA PASSOS 

RESPONSABILIDADE CIVIL. Publicações em site e blog de textos acerca da implantação do projeto “Porto Brasil”. Críticas direcionadas a executivo da companhia responsável pelo projeto. Liberdade de expressão com limites estabelecidos no próprio art. 5º, da Constituição Federal. Veiculação de informação sobre fato verídico. 
Críticas direcionadas ao autor por entidade sem fins lucrativos de proteção do meio ambiente. Inexistência de extrapolação dos limites do debate. 
Manifestação do livre pensamento e direito de opinião. Inexistência do dever de indenizar. Redução da verba honorária. Recurso a que se dá parcial provimento. 
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível nº 0074471-04.2008.8.19.0001 em que é Apelante JOSÉ SALOMÃO FADLALAH e Apelados MONGUE PROTEÇÃO AO SISTEMA COSTEIRO E PLINIO EDGAR BORBA DE CASTRO MELO. ACORDAM os Desembargadores que compõem a Décima Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso para reduzir a verba honorária. Relatório às fls. 828/829. 
A liberdade de expressão é assegurada pela Constituição Federal (art. 5º, IV, da Constituição Federal) e encontra limite expresso apenas na vedação ao anonimato 
De fato, é da essência do estado democrático de direito o comentário, a crítica e a discussão. De outro turno, cediço que nenhum direito é absoluto, senão deve ser balizado por outros também de estatura constitucional, tais como os dos incisos V e X, do mesmo dispositivo, que asseguram o direito à honra e à imagem das pessoas e o direito à indenização por danos moral e material. No caso dos autos, devem ser examinados os termos utilizados pelos réus e o contexto em que cada um foi pronunciado. 
No primeiro trecho apontado pelo autor na inicial, a publicação constante do site dos demandados se deu nos seguintes termos: 

“Para comemorar os 200 Anos da abertura dos portos no Brasil, neste 28 de janeiro de 2008, o novo Rei da Colônia, o milionário Eike Batista, mandou uma comitiva real da empresa X, capitaneada pelo Príncipe Regente Eng. José Salomão Fadlalah „abrir‟ o Porto Brasil. A reunião mensal do Conselho da Cidade foi o palco para a exposição do projeto. Bem ao estilo X, o Príncipe tentou confundir os Conselheiros e a plateia composta por cidadãos ávidos por notícias da Corte. Falou em responsabilidade social, preservação de meio ambiente, geração de emprego e renda, tudo ao contrário do que a gente vê nos lugares por onde o Grupo X passa. Vejam alguns pontos da reunião: - Dr. Salomão afirmou que o Presidente da FUNAI, Márcio Meira, aceitou retirar os Indígenas da Aldeia Piaçaguera desde que a LLX apresentasse um projeto „ganha-ganha‟. Pra quem não sabe, ganha-ganha é um projeto bom para os índios e bom para o projeto. Poucas horas antes um representante da Prefeita Municipal Julieta Omuro ouviu e reproduziu na abertura da reunião que o Presidente da FUNAI afirmou que a área está em processo acelerado de demarcação e homologação e que a FUNAI não negociava a área. A matéria exibida pela TV Tribuna no Jornal da Tribuna 2ª Edição na qual Márcio Meira faz tal afirmativa, poderá ser acessada no endereço http://www.tvtribuna.com/videos/?video=13085 – O Dr. Salomão confirmou que compareceu à Aldeia Piaçaguera e ofereceu benefícios para que os Indígenas abandonassem a TI Piaçaguera e se mudassem para um Hotel Fazenda que seria comprado pelo X-MAN. Parece confessar um crime federal ao negociar diretamente-com índios tutelados pela FUNAI.” (fls. 48)
. 

Quanto a esta publicação, a expressão apontada na inicial como ofensiva foi “Príncipe Regente” (fls. 06). Ocorre que, o termo “Príncipe Regente”, assim como outros alusivos à Coroa Portuguesa, foi utilizado para estabelecer correlação com episódio histórico que se seguiu aos trechos acima transcritos, em nítida paródia de conotação crítica, mas sem cunho ofensivo. Por sua vez, a atribuição de “mentira”, ao autor, foi proferida nos seguintes termos: “A Aldeia Piaçaguera não será demarcada e o Presidente da FUNAI está negociando‟ a saída dos índios‟, disse o representante da LLX durante a tumultuada Reunião do Conselho da Cidade de Peruíbe. Bastou a divulgação desta mentira para que começassem as construções irregulares e invasões na TERRA PROMETIDA‟. Já estão surgindo barracos de Madeirit a poucos metros da praia. As fotos são do local.” (fls. 55). 
Nesse ponto, o autor não nega a autoria da frase a si atribuída e, de fato, a afirmativa não se mostrou verdadeira, na medida em que as terras foram efetivamente demarcadas por Decreto Federal (fls. 693/695). Ademais, o relatório da FUNAI juntado às fls. 698/699 confirma que o autor fez aquela afirmação e esclarece que ela não condizia com a verdade, verbis: 

“Conforme contato telefônico – encaminho tópicos sobre o Porto Brasil: 
- As notícias que vem sendo veiculadas sobre a Construção do Porto, estão dividindo a T.I. Piaçaguera; 
- O empresário Sr. Salomão, do Grupo LLX, compareceu na TI. Piaçaguera, no dia 14 de janeiro de 2008. Participei da reunião a pedido dos indígenas levando em minha companhia o Dr. Alexandre Jabur, Procurador Federal da FUNAI; 
- A surpresa é que tinha uma funcionária da FUNAI (Sr. Zilaine Ilaingang-coordenadora Geral de Direitos Indígenas/Brasília e um indígena de nome Ubiratan da CNPI (advogado); - 
Na reunião, os dois, apresentaram documentos antigos, dizendo que a FUNAI, havia perdido a terra, e era para os indígenas negociarem, para não saírem sem nada, sendo que no dia 27 de Novembro de 2007, saiu uma portaria da Presidência da FUNAI, para a conclusão da demarcação da Terra Indígena. 
- O estranho é que a funcionária da FUNAI encontrava-se em gozo de férias e chegou no carro da empresa LLX; 
- Mostrei para a comunidade que os fatos relatados pela empresa e a forma como eram postos não condiziam inteiramente com a verdade. Tanto que, no mesmo dia, um pouco mais tarde, o coordenador da Diretoria de Assuntos Fundiários, chegou à reunião a convite desta chefia, para tentar desfazer o que os empresários disseram, ou seja: reiterar a comunidade, que a FUNAI vai demarcar a terra, mas, os funcionários da FUNAI, que estavam com os empresários, foram embora, assim que souberam que o Sr. Paulo Santille, estava chegando na aldeia (...)” (fls. 698). 
De outro turno, as expressões “teatrinho” e “verdadeira irresponsabilidade”, além de não possuírem conteúdo ofensivo em si, foram assim proferidas: “Ao comentar as características geográficas do empreendimento, o presidente da DTA prefere destacar as vantagens da localização. Em todos os portos do Brasil, a dragagem é tida como um problemão ambiental. Em Peruíbe, não. Como vai ter a ilha artificial para os navios, vai haver profundidade para navegação e, consequentemente, não vai precisar de dragagem‟, minimizou o presidente da DTA. (...) No dia 28 de janeiro, em uma tumultuada participação na reunião do Conselho da Cidade, em Peruíbe, o Engenheiro José Salomão Fadlalah, diretor de desenvolvimento da LLX, afirmou que seriam dragados quase 15 quilômetros, em mar aberto, para atingir o calado necessário ao tráfego de grandes navios. E que haveria uma dragagem de manutenção em intervalos de ano e meio a dois anos. 
Este desencontro confirma nossas afirmações em artigos anteriores que a LLX está fazendo um balão de ensaio e as autoridades de Peruíbe estão, inocentemente ou propositadamente, não sabemos, fazendo parte deste "teatrinho" " fato lamentável, pois esta atitude está criando um clima para iniciar uma verdadeira invasão de pessoas a procura dos "milhares de empregos‟ prometidos. "Verdadeira irresponsabilidade” (fls. 58). 
Ora, o desencontro de informações é flagrante, na medida em que o presidente da empresa responsável pela elaboração do estudo de impacto ambiental afirma a desnecessidade de dragagem e o executivo à frente do projeto do Porto o contradiz. Assim, o emprego do termo “teatrinho”, a despeito da ironia, se justifica por querer o autor demonstrar tratar-se de algo não verdadeiro, encenado, pois ou a dragagem é necessária ou não. Já a atribuição de irresponsabilidade também não é ofensiva, senão revela ao leitor a opinião do autor do texto sobre o fato relatado sem ultrapassar as barreiras do regular exercício do direito à livre expressão do pensamento. As acusações de “coação” e “suborno” (fls. 06/09) também estão todas ligadas ao fato de o autor ter afirmado existir “negociação” para a saída dos índios (fls. 60, 62, 64, 68, 76, 72, 74 e 76/77), o que é verdadeiro. 
Repise-se que o relatório confirma que foram oferecidas vantagens econômicas para que os índios deixassem a terra e não saíssem “sem nada”, a justificar o emprego daqueles vocábulos. De outro turno, a publicação de fls. 60, na qual foi utilizada a expressão “bando”, não foi diretamente formulada contra o autor. 
Assim, em que pese terem sido ácidas as críticas direcionadas ao autor, elas não são desarrazoadas e não ultrapassaram o limite do direito à livre expressão do pensamento e do debate inerente ao estado democrático do direito. 
Por fim, no tocante à verba honorária assiste parcial razão ao apelante. Embora nada impeça que a verba honorária, no caso de improcedência do pedido, seja fixada, em percentual sobre o valor da causa, deve observar a equidade, o que não ocorreu nestes autos. Realmente, o valor está elevado para uma causa desvestida de complexidade, embora trabalhosa, com tomada de depoimentos e exame de vários documentos. Assim, os honorários são reduzidos. 
Ante o exposto, dou parcial provimento ao recurso, na forma do dispositivo. Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2013. 
 DES. CARLOS EDUARDO DA FONSECA

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Podemos tratar o Governador de São Paulo e o Presidente da ALESP como lixo ou Escória da sociedade? Com certeza!

Se utilizarmos os mesmos métodos com os quais a Fundação Florestal trata os Caiçaras, moradores tradicionais da Jureia, com certeza! Não passam de lixo e escória da sociedade.

Há 28 anos, moradores lutam pela permanência nos locais onde nasceram. O Estado diz que é proibido, mas não os tira, tampouco indeniza ou realoca, como manda a Lei.

O Estado de São Paulo trata as pessoas como lixo. Sem nenhum respeito aos direitos assegurados pela Constituição. Nem falo de cultura, religiosidade ou tradicionalidade. Falo de dignidade humana,. Falo de respeito aos Tratados e Convenções assinados pelo Brasil, de respeito aos Direitos Humanos.

Como todos nós sabíamos, a Lei que criou o novo (velho) Mosaico da Jureia foi considerada inconstitucional. Os mesmos erros foram repetidos. Intencionalmente? Talvez.

Às vésperas do Natal a Fundação Florestal do Estado de São Paulo colou um pedaço de papel em um orelhão na Vila da Barra do Una, sem nenhuma assinatura, comunicando as pessoas que a vida deles sofreria nova transformação. Que tudo aquilo que havia sido prometido não passava de uma farsa. Uma grande farsa. Que talvez dure mais 28 anos.

Nas entrelinhas podemos entender que o novo (velho) mosaico foi criado apenas para arrecadar dinheiro do BID, pois novas campanhas vêm aí!


Nas próximas eleições, lembrem-se: Não votem em lixo ou escória!

sábado, 21 de dezembro de 2013

QUE JURÉIA É ESSA?


A visitação à Estação Ecológica da Juréia é proibida para moradores de Peruíbe e liberada para empresas de turismo e donos de hotel...

É vergonhosa a gestão da Fundação Florestal. É vergonhosa a impunidade dos gestores e funcionários diante de tantas irregularidades.

A proibição de entrar em muitas áreas, imposta aos membros da Mongue, não impede que denunciemos a cada dia uma nova irregularidade.

Esta gravação em vídeo foi feita na tarde de hoje - 21 de dezembro de 2013 - e mostra dono de hotel levando seus hóspedes para uma área onde é proibida a visitação sem fins de educação ambiental.

A ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade que Decretou o fim do Mosaico da Juréia, só prejudica os moradores que tem no turismo a única fonte de renda. Para estes, a fiscalização é implacável. Para as empresas que operam turismo, parece que não existe Lei.


Veja nestas fotos que os visitantes aguardam enquanto, em uma rápida conversa com o Guarda Parque é feito o acerto para que os ilustres visitantes não sejam incomodados.

Depois disso o Guarda -Parque se afasta e libera geral.

Hoje pela manhã os monitores ambientais da AMAP (Associação de Monitores ambientais de Peruíbe) foram impedidos de monitorar visitas a nesta mesma área. O local é conhecido como Guarauzinho e dá acesso a praias e cachoeiras.