Governo Ruim Faz Lei Ruim.
Mais uma vez, a lei que embasa as ações demolitórias contra moradias na Vila da Barra
do Una foi considerada inconstitucional. Primeiro foi a Lei 12.406/2006 que instituiu o Mosaico da Juréia e criou Reserva de
Desenvolvimento Sustentável da Vila da Barra do Una. Agora foi a Lei Estadual nº. 14.982, de 08 de abril de 2013, criada com o mesmo objetivo.
As ações as quais me refiro são do conhecimento de todos. A Fundação
Florestal do Estado de São Paulo, escolheu algo em torno de 40 moradias para demolir, na Vila da Barra do Una, sob o
argumento que se tratava de “geradores
de danos ao meio ambiente”.
A Lei 12.406/2006 que
instituiu o primeiro Mosaico da Juréia criou Reserva de Desenvolvimento
Sustentável da Vila da Barra do Una preconizava que era permitida somente a
presença de moradores tradicionais na Vila da Barra do Una, por se tratar de
Reserva de Desenvolvimento sustentável. A Lei foi considerada INCONSTITUCIONAL.
Percebam que todos os argumentos destas ações se referem a esta Lei, ora
por ser Reserva de Desenvolvimento Sustentável (INCONSTITUCIONAL) e ora por
dano ambiental.
Novamente, o Governador do Estado de São Paulo sancionou outra Lei
criando o 2º Mosaico da Juréia. A Lei Estadual nº. 14.982, de 08 de abril de 2013.
Devido aos mesmos erros, novamente o Procurador de Justiça impetrou uma
ação direta de inconstitucionalidade e obteve êxito com a concessão de medida
liminar que torna a criação do 2º Mosaico da Juréia também INCONSTITUCIONAL.
Desde 2008, a Secretaria do Meio Ambiente passou a responsabilidade de
administrar a Barra do Una para o Tribunal de Justiça, o resultado obtido são moradores
acuados, brigas, devastação, agressões, tiros, e muita. Muita devastação
ambiental nos outros 79.140 hectares da Juréia...
O que será que é feito de tão devastador nestes pouco mais 100 hectares?
Porquê palmiteiros, caçadores, pulverização de defensivo agrícola, dezenas de
ocupações irregulares são permitidos nos 79.140 hectares restantes?
A MONGUE sugere aos senhores Promotores, Desembargadores, Procuradores
que ouçam o que moradores e ONGs têm a dizer. Tenho certeza que juntos
encontraremos uma solução que contemple o Meio Ambiente.
Contemplar o Meio Ambiente e integrar o homem à natureza é nosso
objetivo, mas não podemos afirmar que seja este o objetivo do Governo do Estado
de São Paulo.

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