sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Pegadinha do Malandro, yhé yhé...

Comemoramos por alguns minutos uma notícia que se espalhou rapidamente pelas margens do Rio Guarau. “Um fotógrafo do Ministério Público” está fotografando as irregularidades na construção do Resort que será usado para Educação Ambiental, na ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA JURÉIA-ITATINS.

Porém, a comemoração durou pouco. A denuncia a ser apurada é de que a obra está irradiando impacto ambiental na região, além de não possuir os laudos e licenças exigidos pela legislação municipal. Porém, o “fotógrafo”, que na verdade é funcionário do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Peruíbe ignorou o que viu com os próprios olhos.

O “perito” passou a poucos metros de montes de brita que foram derrubados na praia por estar sendo transportado em uma embarcação não apropriada. 
Montes de pedra caíram no Rio Guarau e se perderam no leito do Rio. Porém, ainda sobraram montes significativos à margem do Rio e foram ignorados. As fotos foram registradas a mais de 50 metros, pois os representantes da MONGUE  são "proibidos" de visitar a obra.


A embarcação que transporta material e funcionários foi construída por dois barcos de madeira com uma plataforma que não oferece segurança alguma, a funcionários nem à ocorrência de crimes ambientais como este. .

Interpelado por mim sobre não querer fotografar as pedras derramadas na margem do Rio Guarau, o Funcionário respondeu: “Lá não é perímetro urbano”... 

Imediatamente perguntei se ele tinha fotografado a fossa do banheiro que é utilizado por pesquisadores, guardas-parques, Guardas de Patrimônio de empresa terceirizada, grupos de turistas e agora por mais de 20 funcionários da obra. O “Perito”, incomodado respondeu “vocês só me arrumam trabalho”... E foi embora deixando para trás mais um serviço mal feito e uma Juréia mal cheirosa.


Vale lembrar que este “CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL” já foi autuado pela Prefeitura Municipal de Peruíbe por jogar esgoto “in natura” a céu aberto.

Se dependesse deste zeloso funcionário, certamente ele diria que lá pode fazer tudo, pois “não é perímetro urbano”...



Até quando vamos continuar convivendo com Governos que se protegem mutuamente e com funcionários que fazem suas próprias leis?

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