terça-feira, 3 de março de 2015

O Papel do Cidadão.

EXCELENTÍSSIMA PROMOTORA DE JUSTIÇA FLAVIA MARIA GONÇALVES – GAEMA / BS




Ref.: IC nº 131/13-GAEMA-BS


MONGUE PROTEÇÃO AO SISTEMA COSTEIRO, CNPJ 05xxxxx3/0001-69, localizada a rua Dezenove (Grêmio), 191, bairro Guaraú, na cidade de Peruíbe, aqui representada por Plínio Edgar Borba de Castro Melo, brasileiro, divorciado, radialista, Secretário Executivo da entidade, portador do RG 8.9xx.x06 – SSP/SP, inscrito no CPF sob o nº 749xxxxx8/49, Titulo de Eleitor Nº  1219482001-08 (Zona 295ª, secção 029), morador e domiciliado a rua 19 nº 191 no Balneário Garça Vermelha, bairro do Guaraú, nesta cidade, vem respeitosamente a presença de Vossa Senhoria complementar informações referentes ao IC nº 131/13-GAEMA-BS:
Em visita feita ao local da obra de Construção de Centro de Educação Ambiental no Núcleo Arpoador da Estação Ecológica de Juréia Itatins no âmbito do Programa “Recuperação Socioambiental da Serra do Mar e Sistema de Mosaicos da Mata Atlântica”, contratado através do Processo FF nº 211/2012 – LPN nº 001/2012 pude constatar “in loco”  que as agressões ao meio ambiente se multiplicam, além do trator abandonado na praia.
Inúmeros outros atos foram negligenciados ao longo da obra trazendo evidententes prejuízos cênicos e ambientais.
Entendo que os fatos são agravados por se tratar da construção de um Núcleo de Educação Ambiental no interior de unidade de conservação, local no qual o infrator deve ser penalizado em dobro.
Além do trator que espalhava óleo pelas praias da Juréia, objeto de denuncia no IC acima mencionado, foi definitivamente sucateado e abondonado no interior da Unidade de Conservação, conforme comprovam as fotos enviadas anteriormente, um outro trator, betoneiras de concreto carreta para transporte de material foram abandonados ao lado do “centro de educação ambiental, como comprovam as imagens registreadas em 02 de março de 2015.
Estes equipamentos estão se deteriorando com a ação do tempo e contaminado o solo com combustível, lubrificante e contaminantes provenientes da decomposição de peças e sistema elétrico.
Entulho de material de construção foi abandonado (há indícios de que a empresa construtora entrou em processo de falência ou simplesmente abandonou a obra sem conclusão), assim como sucata de ferro, telhas, madeiras...
Envio imagens fotográficas registradas em 2 de março de 2015.


Trator, betoneira, carreta de transporte se deterioram no interior do Parque Estadual do Itinguçu. 





Restos de material de construção e amdaimes utilizados na obra estão abandonados ao lado do que seria o Centro de Educação ambiental.



Latas e demais recepientes acumulam água e se deterioram ao tempo



Queima de material inservível põe em risco a flora e fauna do P.E. Itinguçu.



Materiais novos utilizados na obra se misturam com madeiras e telhas ao lado do centro, em uma demonstração de desperdício de dinheiro público, além do crime ambiental.



Recipientes com produtos utilizados na obra apodrecem ao tempo.

Restos de material de construção foram abandonados na via pública, no bairro do Guaraú.
O depósito de material sobre o manguezal foi objeto de inúmeras denúncias ao GAEMA/BS e motivou a abertura do presente IC.
Dois anos depois da denúncia, a situação permanece inalterada.
Este local é a Rua 12, no loteamento Garça Vermelha, às margens do Rio Guarau
Encaminho cópia desta denúncia ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para que verifique o mau uso do dinheiro público.
Requeremos a este Ministério Público sejam tomadas as providências que julgar cabíveis, com a urgência que a situação exige.
O local do dano ambiental é: Parque Estadual do Itinguçu
Núcleo do Arpoador

 
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Peruíbe, 4 de março de 2015.

Plínio Edgar Borba de Castro Melo

               Presidente