quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Bruno "Promessinha" Covas está empregado como Deputado. Tem mais 4 anos para dizimar a cultura caiçara, na Juréia.

Em maio de 2014, em plena campanha para manter seu emprego por mais 4 anos, o neto do Covas esteve em Peruíbe para encontro com moradores da Juréia, em busca de soluções para moradia e geração de renda, mas principalmente pela manutenção dos moradores da Vila da Barra do Una.
Não fui ao encontro, apesar do convite formulado pelo Vereador Luiz Mauricio, porque sabia por experiências anteriores que Bruno Covas não resolve nada. ele apenas cumpre ordens e assina o que é posto na sua frente. 
Soube da várias promessas de investimento na pesca, na Juréia, nas populações caiçaras e até, acreditem, prometeu uma reunião com o Governador do Estado
Em seguida, a presepada, digo a reunião foi com pescadores e representantes da Colônia de Pesca Z-5. Não preciso dizer que repetiu tudo, de novo..
Em junho, ainda em campanha para manter o emprego, esteve com a Prefeita Ana Preto e prometeu calçamento para o Guarau e mais algumas outras presepadas. Deste encontro não poderíamos esperar nada, pois somando a credibilidade e seriedade dos dois não chegaríamos a ZERO.
Veio a eleição e os incautos garantiram mais 4 anos de emprego muito bem remunerado para o Bruno "Promessinha" Covas.

Bruno "Promessinha" Covas já sabia que os Caiçaras não poderiam coletar Caranguejo e escondeu a informação.

Enquanto as promessas iam e vinham Bruno Covas sabia que, de maneira absurda e sem embasamento científico, havia assinado, em 8 de fevereiro, como Secretário de Meio Ambiente junto com o Geraldo Alckmin um Decreto que proíbe a captura do Caranguejo Uça, no Estado de São Paulo. Enquanto o Guaimun, este sim em extinção, e pouco encontrado na nossa região, está liberado.
Esta proibição vai reduzir em 50% a renda dos moradores durante a temporada, além de colocar todos aqueles habituados a esta prática, em risco de prisão ou de pagamento de multas altíssimas.
A coleta do Caranguejo Uça está liberada no resto do Brasil. Apenas obedece os períodos legais de interdição, conhecido como defeso.
A cada dia reforçamos a tese de que o Governo do Estado de São Paulo tenta exterminar com os caiçaras da Juréia.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Licitação em Peruíbe. É coisa para profissional!

Quando o cidadão exerce seus direitos, a vida desta gente fica muito muito mais difícil. A simples presença de Cristen Charles, Claudete ancreotti e Plínio Melo em uma sessão de Pregão foi suficiente para o Pregoeiro "achar" que tinha algo errado.

Segundo o pregoeiro, "O Departamento Jurídico pediu para suspender para avaliar possíveis erros". Pensei que eram pagos para avaliar ANTES do pregão. Mas já que o zeloso Departamento Jurídico da Prefeitura está atuando seriamente, vou ajudá-los: 

1: Dep. Administrativo elaborou o Edital e o Jurídico aprovou - Certo (X) Errado (  )
2 : A Prefeitura publicou a abertura do certame - Certo (X)  Errado (   ) 
3: 5 empresas se habilitaram e os envelopes foram abertos - Certo (X) Errado ( )

Até aí estava tudo certo. Cabia somente ao jovem pregoeiro conferir documentos ou enviar ao Departamento competente. Mas preferiu dar andamento ao certame.

Percebendo que a habilitação das empresas estava falha, busquei no site da Junta Comercial o nome dos sócios e regularização da empresa.
 
Foi grande a minha surpresa ao conferir que o material em licitação era EXCLUSIVO de uma empresa. 

Que esta empresa detinha a exclusividade e sequer se habilitou para participar e que a empresa que iria participar e "ganhar" tinha o mesmo sócio.

Por isso, no dia 4 de julho (a sessão seria no dia 11 de julho) enviei  o nome da empresa vencedora, em mensagem inbox, ao Cristen e Claudete

Como eu afirmo que ela iria ganhar? Porque somente ela tinha a exclusividade. Portanto, qualquer outra teria que comprar dela. E por isso, os preços apresentados variavam entre 115 mil e 800 mil Reais.

Estranhei que no final do pregão  a representante da empresa STTIMA/JBS saiu  com seu flamante Mercedez-Bens  CLS 350 recolhendo os representantes das "concorrentes"... Um na frente do Baba, outro em frente a farmácia do Laércio...

Moral da história: A licitação está suspensa. As apostilas que seriam jogadas no lixo não foram compradas.Economizamos mais de 800 mil reais para o município. 
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Eu era contra a PEC 37

Pouco tempo depois da PEC 37 ser rejeitada pelo Congresso Nacional, começo a questionar se fiz a melhor escolha ao participar das manifestações contra a aprovação desta emenda que retirava do MP os poderes de investigação. 

Só vejo o MP envolvido em grandes investigações midiáticas. Porém, quando não há holofotes ou câmeras, o MP transfere a investigação ao cidadão que não tem estas prerrogativas. Alguns exemplos:


Em denuncia feita ao GAEMA/BS e repassada para o GAEMA/VR foi apresentada uma imagem de satélite Google com as devidas coordenadas sobre o avanço do desmatamento sobre a Estação Ecológica da Juréia-Itatins. 

A representação foi indeferida pelos seguintes motivos:

  • ·         “Não descrever corretamente o fato da investigação”

Deveria fazer o quê? Ir ao local? Fotografar? Solicitar (e pagar) imagens de satélite para comparação? Contratar técnico para aferir o DAP das árvores cortadas?

  • ·         “Não indica quem teria praticado os danos”

Sem as prerrogativas do MP asseguradas com a rejeição da PEC 37, deveria identificar proprietários das áreas desmatadas? Qualificá-los para responsabilização pelo crime ambiental? Indicar nomes e endereços para notificação?

  • ·         “...quando teriam ocorrido...”

Novamente assumiria o papel do “Estado” para promover estudos, levantamento e relatórios para definir datas da ocorrência, com a exatidão requerida pelo MP  

  • ·         “... quais os meios de prova.”

Não posso evitar a ironia. Esta questão é fácil. apenas com imagens de satélite, sem precisar recorrer ao Arnaldo, diria que a regra é clara: “Árvore em pé, pode”. “Árvore cortada, não pode”!




Esperava que, no mínimo, o GAEMA solicitasse que a Policia Ambiental cumprisse seu papel de fiscalização, fosse até a área indicada e respondesse todas as questões.


Outro exemplo: Um vereador da cidade de Peruíbe declarou, em reunião pública, que havia um “boicote” no atendimento de pacientes em uma unidade de saúde, com objetivo de prejudicar a administração municipal.


Gravei a declaração e enviei o vídeo para o MP. Imaginei que seria prova suficiente para o Vereador ser intimado a declarar os nomes dos funcionários, que ele disse saber, que praticavam o boicote. Por sua vez, os funcionários indicados seriam intimados e indiciados, caso a denúncia fosse comprovada. Se não existisse boicote, que o Vereador fosse punido pela denuncia caluniosa.

Quais seriam os tipos de boicote que o Vereador disse ter conhecimento? Injetar sangue contaminado? Alterar dosagem de remédios? Desligar equipamentos?


Alguns meses depois, recebi um ofício do MP para que EU indicasse nomes de pessoas nomeadas por políticos e nomes de testemunhas do boicote denunciado. Fiquei indignado com a transferência de responsabilidades e ignorei. No segundo ofício resolvi responder.


Apenas cumpri meu dever de cidadão gravei o vídeo, entreguei ao MP. Nada mais posso fazer. 

Caso o Deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), autor da PEC 37 apresente outra proposta que assegure Constitucionalmente, as mesmas prerrogativas do MP a este cidadão poderei, de bom grado, efetuar todos os procedimentos investigatórios... mediante justa remuneração.

sábado, 9 de agosto de 2014

(in) Feliz Aniversário.

Há exatos 12 anos um grupo de pessoas se reuniu na sede do sindicato dos Servidores do Município de Peruíbe e criou a MONGUE PROTEÇÃO AO SISTEMA COSTEIRO. A proposta era lutar em defesa da cidadania, das populações tradicionais, do meio ambiente...  

Consideramos que não decepcionamos, pois nunca paramos de lutar para alcançar os objetivos propostos. Não desistimos em momento algum. Em muitas ocasiões vencemos batalhas que, para muitos, eram consideradas perdidas.


Porém, não contávamos com um inimigo invencível: O Governo do Estado de São Paulo. Um bando capitaneado e composto por pessoas ruins.

É com tristeza que reconhecemos que o Governo do Estado de São Paulo continua destruindo nosso meio ambiente e em especial a Juréia sob a tutela do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que só sabe punir o cidadão e protege o desgoverno. Reconhecomos que não temos força para enfrentar estes inimigos.

Reproduzimos imagens do Google, gravadas em 2013, para mostrar o avanço incontrolável do desmatamento sobre a Estação Ecológica da Juréia-Itatins. Devemos isto ao senhor Geraldo Alckmin e em especial ao senhor Bruno Covas que se tornou o pior secretário de meio ambiente do Estado de São Paulo.
A parte pintada de verde mostra os limites da Estação Ecológica da Juréia-Itatins. A parte pintada de rosa mostra a nova RDS do Despraiado, criada recentemente.

Como todo o resto do Mosaico de Unidades de Conservação da Juréia, estas duas UCs permanecem sem fiscalização, sem gestão, sem demarcação, sem plano de manejo, sem identificação de beneficiários... 

As unidades de conservação do Estado de São Paulo se tornaram uma aparente máquina de pagamento de indenizações que não pára de consumir dinheiro público e se completam com a criação de novas unidades de conservação que não param de obter empréstimos milionários do exterior.

Pedimos ao povo de São Paulo que protejam nossas únicas reservas de Mata Atlântica e livrem a  Juréia destas ervas daninhas que governam São Paulo, há mais de 30 anos. A Mongue merece este presente!
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia Mundial de Luta Contra a Desertificação


A preocupação com a degradação ambiental não é de atual. Há muito tempo a natureza emite sinais de alerta, mas são poucos que se sensibilizam e protestam. Este será o tema do nosso Boletim Informativo neste dia em que as pessoas "lembram" do meio ambiente. 

Vamos reproduzir um texto publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 1904. Não, não está errado. O texto foi escrito no ano de 1904 mesmo. Este grito de alerta, que completa 110 anos, foi escrito por Euclydes da Cunha, autor de “Os Sertões”.
Euclides da Cunha

 
“Temos sido um agente geológico
nefasto e um elemento de
antagonismo terrivelmente
bárbaro da própria natureza que nos rodeia”.

Euclydes da Cunha

            A Terra torna-se cada vez mais desabrigada.


“Quem saltar em quaisquer das estações da central no trecho paulista, a partir de Cachoeira, entra quase de improviso em lugares que lhe não recordam mais as bordas pitorescas do Paraíba.
A terra, uma terra antiga cortada pela estrada real três vezes secular que ia do Rio a São Paulo vai tornando-se cada vez mais desabrigada e pobre.

Tumultuando em colinas desnudas de flancos entorroados: afundando em pequenos vales sem encantos, onde se rebalçam paus fechados de tábuas, desatando-se, planas, arenosas e limpas - nada mais revela da opulência incomparável que por três séculos, da expedição de Glimmer aos dias da independência.

Fez do vale do grande rio, alteado num socalço de cordilheiras e racamado de matas exuberando floração ridente, o cenário predileto da nossa história.

E por mais curioso que seja o viajante, ao romper aquelas veredas em torcicolos, vai sendo invadido pela tristeza daqueles ermos de soldados.

E, deparando de momento em momento as cruzes sucessivas que a espaços aparecem às margens do caminho, tem a impressão de calçar um antigo chão de batalhas esterilizado e revolto pela marcha dos exércitos.
 

E uma sugestão empolgante.

Ressaltam a cada passo expressivos traços de grandesas decaídas.

Os morros escalvados por onde trepa teimosamente uma flora tolhica de cafezais de 80 anos, ralos e ressequidos, mal revelando os alinhamentos primitivos, cintados ainda pela faixa pardo-avermelhada dos carreadores tortuosos, por onde subiam, outrora, as turmas dos escravos, tendo ainda pelos topos, à ourela de velho.

Valos divisórios, extensos renques de bambuzais, e ao v¡és das encostas, salteadas, branqueando nas macegas, as vivendas humildes por ali esparsas, a esmo, dão quase um traço bíblico às paisagens.

Sem mais a vestidura protetora das matas, destruídas na faixa brutal das derribadas, desagregam-se, escoriadas dos enxurros, solapadas pelas torrentes, tombando aos pedaços nas corridas da terra depois das chuvas torrenciais, e expõem agora, nos barrancos a prumo, em acervos de blocos; a rígida ossamenta de pedra, desvendada, ou alevantam-se despidas, e estéreis, revestidas de restolhos pardos, no horizonte monótono, que abreviam entre as encostas íngrimes…”.

O texto de Euclydes da Cunha continua atual e serve como legenda para as fotos. Foto 1 Estação Ecológica da Juréia-Itatins; Foto 2 Jazida de argila nas escarpas do Parque Estadual da Serra do Mar e Foto 3 Invasões nas margens do rodoanel em SP. 

"O que se vê, a nossa volta, são colinas desnudas, vivendas humildes por ali esparsas ou um chão de batalhas esterilizado e revolto pela marcha dos exércitos". 

PS.: Assim como estabelecemos um dia por ano para "homenagear" o meio ambiente, dedicamos o dia 17 de junho na "luta" contra a desertificação. 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

PSDB JOGA SUJO E TENTA PRIVATIZAÇÃO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO.



Alckmin e o PSDB, finalmente tornam público o plano maligno de terceirizar as unidades de conservação 

Através do PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 62, DE 2013 enviado pelo Senhor Governador do Estado Geraldo Alckmin para a Assembleia Legislativa, finalmente o PSDB mostra o real interesse em privatizar as unidades de conservação.

Um plano ardiloso que visa entregar para a iniciativa privada, principalmente a Estação Ecológica da Juréia, o Parque Estadual da Ilha do Cardoso e o Parque Estadual Morro do Diabo, localizado na região do Pontal do Paranapanema, em Presidente Prudente.

Estes três parques, administrado pelas grandes ONGs de São Paulo poderiam gerar grandes somas de dinheiro. Poderiam gerar, a cada 4 anos, recursos, por exemplo, pra financiar campanha política para Governador e Presidente.

Apenas em dois projetos com financiamento de bancos estrangeiros mostra que nos últimos anos, a "CONTA VERDE" recebeu valores em torno de UM BILHÃO DE DÓLARES.

O termo de Cooperação Financeira para a Execução de Projetos para a Preservação das Florestas Tropicais  recebeu mais de 66 milhões de Euros... Empréstimo de mais de 160 milhões de dólares do BID, para Secretaria do Meio ambiente tirar moradores dos bairros cota, em Cubatão e despejar muitos aqui em Peruíbe 160 milhões de dólares.

Alckmin escolheu a deputada Maria Lúcia Amary para guiar o projeto. Não foi por acaso. A tucana é responsável pela relatoria do projeto Dupla Porta, que obrigava hospitais públicos destinarem até 25% dos seus serviços para usuários de planos de saúde e particulares. Ou seja, pacientes da rede pública, usuários do SUS, ficariam ainda mais limitados ao acesso aos hospitais. 

“Esse projeto aumenta a terceirização, ampliando a privatização das áreas de saúde, cultura, esporte, atendimento ou promoção dos direitos das pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, conservação do meio ambiente”, denuncia Adriano Diogo. “Alckmin vai entregar todas essas atividades do Estado a organizações sociais, sem o menor critério”.

O caso fica ainda mais misterioso. “Como um projeto tão amplo, que envolve cinco secretarias de Estado, foi a plenário sem audiências públicas com essas secretarias?”

Na sua proposta de terceirização, o governador ainda proibiu a participação de membros da comunidade nos conselhos da entidade e destitui a obrigatoriedade do conselho de administração e diretoria,  segundo o Deputado.

Uma verdadeira máquina de desocupação das unidades de conservação foi criada - às vezes, aparentemente, sem muita ética - para desocupar as Unidades de Conservação. A Vila da Barra do Una é testemunha, Há 6 anos, dos esforços que a procuradoria do estado faz para tornar a vida de moradores tradicionais insustentável... Leia artigo da Mongue
A fúria com que funcionários derrubavam casas dava a impressão que ganhariam algum prêmio por entregar a área sem moradores para o futuro dono. Agiam como se fossem verdadeiras milicias. Veja como agiam funcionários e terceirizados.

Tudo que está acontecendo agora foi previsto por Pradel Martins, morador tradicional da Juréia, recentemente falecido. Dizia "Seu" Pradel: "Eles querem expulsar a gente pra vender a Juréia". Leia publicação no blog da Mongue, em 2011.

 



sábado, 8 de março de 2014


Marketing ou desperdício de dinheiro público?

 


Não tenho certeza, mas acho que a atual gestão do município sofre algum distúrbio ou não tem a mínima ideia do que está fazendo.

Me deparei com uma publicação atestando a contratação do colunista social Amaury Júnior para “vender” a imagem de Peruíbe e atrair novos investimentos.

Fico imaginando o diálogo de um “esforçado” Garoto Propaganda, hospedado no melhor hotel de Las Vegas, Punta Del Leste, Cancún, Paris ou em qualquer outro lugar que costuma frequentar com investidores..

 

Garoto Propaganda: E aí,mano firmeza?

Investidor: ...é nóis...

G P: Ta afim de investir uma grana num pico da hora?

Investidor: Demorô... Cancún? Las Vegas? Flórida?

G P: Tá maluco, MLK?! "Esses pico já era". O pico da hora é o bar da Sara, ta ligado?! Tenho um bróder na área. É o síndico da bagaça! Se liga na foto.

 

Investidor: Sei não, irmão...  Parece que não tem lugar pro meu iate.

G P: Aí tá meio enrolado mesmo.Tem que deixar em Itanhaém...

Investidor: ?????????

G P: Belezzz... E a cachoeira do paraíso? Lugar selecionado. Só 70 pessoas por dia.. E o Perequê? Dá pra fazer um churras tomá umas breja... Diz aí muleke. Os cara são bom de marquetingue, heim?!...

Investidor: Dá pra construir lá?

G P: Aí tá meio enrolado mesmo.

Investidor: E as estrada, irmão? Tá tudo em cima?

G P: Aí tá meio enrolado mesmo. A estrada é boa, sabe cumé... chuva, pneu liso, ponte estreita

 

Investidor: Alô. Segurança?! Manda uma camisa de força que o mano pirou! E aproveita e manda internar o pessoal que contratou esse cara.

Este é um texto de ficção. Qualquer semelhança com fatos ou pessoas é mera coincidência.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A incompetência do Poder Público destrói Peruíbe, há anos.

Mais uma Ação Civil Pública contra a construção de casas de veraneio em área de preservação permanente põe a administração pública no banco dos réus.

Milhares de reais são perdidos pelo município em ações que poderiam ser evitadas através de fiscalização séria e competente.

Recente construção do órgão fiscalizador da Juréia (Fundação Florestal), na Praia do Guarauzinho, foi alvo de autuação por danos ao meio ambiente. Vergonhoso que o órgão fiscalizador cometa os crimes ambientais que ele deveria evitar.

Construção em 1988.
O Chefe do Departamento de Fiscalização da Prefeitura, ao ser notificado disse: 
“eles vão conseguir licença. Estamos monitorando”. Entendo que esta afirmação atesta a imensa falta de seriedade na concessão de licenças ambientais. Como afirmar que será licenciada uma obra sem ao menos conhecer o projeto?
 
Bandeira da CETESB comprova que o órgão fiscalizador este lá
Uma desculpa digna de funcionário que deveria ser autuado por prevaricação. Ou melhor, deveria ser excluído do serviço público. Será que a "Mansão da Prainha" também foi "monitorada" pelo órgão fiscalizador?



Mais uma construção irregular, dentro de unidade de conservação foi a casa construída pelo então Prefeito do Município. Desta vez, a punição exemplar foi rápida e eficiente.

Assim como as casas do condomínio da Prainha que foram demolidas, depois de um processo que se arrastou por 20 anos, com alto custo financeiro para o poder público, a “Mansão da Prainha” também será demolida. Quem perde? Todos nós!
E assim seguimos...Os órgãos fiscalizadores não atuam... A justiça demora anos para punir os culpados e a natureza, assim como os cofres públicos, vão sendo dilapidados.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

FUNDAÇÃO FLORESTAL CONTINUA COMETENDO CRIME AMBIENTAL NA JURÉIA.


Há meses estamos denunciando irregularidades na construção de um resort no Núcleo do Arpoador, na Estação Ecológica da Juréia-Itatins.

O órgão que deveria zelar pela obediência à legislação, tem se tornado infrator contumaz. Ou por ação própria ou por ação de empresas terceirizadas.

Se aproveitando do feriado (multa e pena em dobro) do dia de emancipação do município de Peruíbe, foram jogados em área de preservação permanente, milhares de telhas, em flagrante crime ambiental. A vegetação do manguezal apresenta sinais evidentes de corte com utilização de moto-serra.

Uma Patrulha, comandada pelo Sargento Reinaldo autuou mais esta irregularidade na manhã de hoje.




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MONGUE VENCE, TAMBÉM EM SEGUNDA INSTÂNCIA, PROCESSO MOVIDO POR DIRETOR DA LLX. 

Em defesa da Mongue e de seu Presidente atuou  o Advogado Dr. Luiz Mauricio Passos de Carvalho Pereira.
A Ação Civil Pública que determinou, entre outras punições, a cassação dos direitos da ex-prefeita Julieta Omuro e o impedimento legal e definitivo da instalação do Porto Brasil, sobre a Terra Indígena Piaçaguera foram patrocinadas, pelas Doutoras Rosângela Barbosa e Marie Madeleine Hutyra de Paula Lima. 

LEIA A SENTENÇA NA ÍNTEGRA: 


TRIBUNAL DE JUSTIÇA DÉCIMA OITAVA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº 0074471-04.2008.8.19.0001 APELANTE: JOSÉ SALOMÃO FADLALAH APELADOS: MONGUE PROTEÇÃO AO SISTEMA COSTEIRO E PLINIO EDGAR BORBA DE CASTRO MELO RELATOR: DES. CARLOS EDUARDO DA FONSECA PASSOS 

RESPONSABILIDADE CIVIL. Publicações em site e blog de textos acerca da implantação do projeto “Porto Brasil”. Críticas direcionadas a executivo da companhia responsável pelo projeto. Liberdade de expressão com limites estabelecidos no próprio art. 5º, da Constituição Federal. Veiculação de informação sobre fato verídico. 
Críticas direcionadas ao autor por entidade sem fins lucrativos de proteção do meio ambiente. Inexistência de extrapolação dos limites do debate. 
Manifestação do livre pensamento e direito de opinião. Inexistência do dever de indenizar. Redução da verba honorária. Recurso a que se dá parcial provimento. 
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível nº 0074471-04.2008.8.19.0001 em que é Apelante JOSÉ SALOMÃO FADLALAH e Apelados MONGUE PROTEÇÃO AO SISTEMA COSTEIRO E PLINIO EDGAR BORBA DE CASTRO MELO. ACORDAM os Desembargadores que compõem a Décima Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso para reduzir a verba honorária. Relatório às fls. 828/829. 
A liberdade de expressão é assegurada pela Constituição Federal (art. 5º, IV, da Constituição Federal) e encontra limite expresso apenas na vedação ao anonimato 
De fato, é da essência do estado democrático de direito o comentário, a crítica e a discussão. De outro turno, cediço que nenhum direito é absoluto, senão deve ser balizado por outros também de estatura constitucional, tais como os dos incisos V e X, do mesmo dispositivo, que asseguram o direito à honra e à imagem das pessoas e o direito à indenização por danos moral e material. No caso dos autos, devem ser examinados os termos utilizados pelos réus e o contexto em que cada um foi pronunciado. 
No primeiro trecho apontado pelo autor na inicial, a publicação constante do site dos demandados se deu nos seguintes termos: 

“Para comemorar os 200 Anos da abertura dos portos no Brasil, neste 28 de janeiro de 2008, o novo Rei da Colônia, o milionário Eike Batista, mandou uma comitiva real da empresa X, capitaneada pelo Príncipe Regente Eng. José Salomão Fadlalah „abrir‟ o Porto Brasil. A reunião mensal do Conselho da Cidade foi o palco para a exposição do projeto. Bem ao estilo X, o Príncipe tentou confundir os Conselheiros e a plateia composta por cidadãos ávidos por notícias da Corte. Falou em responsabilidade social, preservação de meio ambiente, geração de emprego e renda, tudo ao contrário do que a gente vê nos lugares por onde o Grupo X passa. Vejam alguns pontos da reunião: - Dr. Salomão afirmou que o Presidente da FUNAI, Márcio Meira, aceitou retirar os Indígenas da Aldeia Piaçaguera desde que a LLX apresentasse um projeto „ganha-ganha‟. Pra quem não sabe, ganha-ganha é um projeto bom para os índios e bom para o projeto. Poucas horas antes um representante da Prefeita Municipal Julieta Omuro ouviu e reproduziu na abertura da reunião que o Presidente da FUNAI afirmou que a área está em processo acelerado de demarcação e homologação e que a FUNAI não negociava a área. A matéria exibida pela TV Tribuna no Jornal da Tribuna 2ª Edição na qual Márcio Meira faz tal afirmativa, poderá ser acessada no endereço http://www.tvtribuna.com/videos/?video=13085 – O Dr. Salomão confirmou que compareceu à Aldeia Piaçaguera e ofereceu benefícios para que os Indígenas abandonassem a TI Piaçaguera e se mudassem para um Hotel Fazenda que seria comprado pelo X-MAN. Parece confessar um crime federal ao negociar diretamente-com índios tutelados pela FUNAI.” (fls. 48)

Quanto a esta publicação, a expressão apontada na inicial como ofensiva foi “Príncipe Regente” (fls. 06). Ocorre que, o termo “Príncipe Regente”, assim como outros alusivos à Coroa Portuguesa, foi utilizado para estabelecer correlação com episódio histórico que se seguiu aos trechos acima transcritos, em nítida paródia de conotação crítica, mas sem cunho ofensivo. Por sua vez, a atribuição de “mentira”, ao autor, foi proferida nos seguintes termos: “A Aldeia Piaçaguera não será demarcada e o Presidente da FUNAI está negociando‟ a saída dos índios‟, disse o representante da LLX durante a tumultuada Reunião do Conselho da Cidade de Peruíbe. Bastou a divulgação desta mentira para que começassem as construções irregulares e invasões na TERRA PROMETIDA‟. Já estão surgindo barracos de Madeirit a poucos metros da praia. As fotos são do local.” (fls. 55). 
Nesse ponto, o autor não nega a autoria da frase a si atribuída e, de fato, a afirmativa não se mostrou verdadeira, na medida em que as terras foram efetivamente demarcadas por Decreto Federal (fls. 693/695). Ademais, o relatório da FUNAI juntado às fls. 698/699 confirma que o autor fez aquela afirmação e esclarece que ela não condizia com a verdade, verbis

“Conforme contato telefônico – encaminho tópicos sobre o Porto Brasil: 
- As notícias que vem sendo veiculadas sobre a Construção do Porto, estão dividindo a T.I. Piaçaguera; 
- O empresário Sr. Salomão, do Grupo LLX, compareceu na TI. Piaçaguera, no dia 14 de janeiro de 2008. Participei da reunião a pedido dos indígenas levando em minha companhia o Dr. Alexandre Jabur, Procurador Federal da FUNAI; 
- A surpresa é que tinha uma funcionária da FUNAI (Sr. Zilaine Ilaingang-coordenadora Geral de Direitos Indígenas/Brasília e um indígena de nome Ubiratan da CNPI (advogado); - 
Na reunião, os dois, apresentaram documentos antigos, dizendo que a FUNAI, havia perdido a terra, e era para os indígenas negociarem, para não saírem sem nada, sendo que no dia 27 de Novembro de 2007, saiu uma portaria da Presidência da FUNAI, para a conclusão da demarcação da Terra Indígena. 
- O estranho é que a funcionária da FUNAI encontrava-se em gozo de férias e chegou no carro da empresa LLX; 
- Mostrei para a comunidade que os fatos relatados pela empresa e a forma como eram postos não condiziam inteiramente com a verdade. Tanto que, no mesmo dia, um pouco mais tarde, o coordenador da Diretoria de Assuntos Fundiários, chegou à reunião a convite desta chefia, para tentar desfazer o que os empresários disseram, ou seja: reiterar a comunidade, que a FUNAI vai demarcar a terra, mas, os funcionários da FUNAI, que estavam com os empresários, foram embora, assim que souberam que o Sr. Paulo Santille, estava chegando na aldeia (...)” (fls. 698). 
De outro turno, as expressões “teatrinho” e “verdadeira irresponsabilidade”, além de não possuírem conteúdo ofensivo em si, foram assim proferidas: “Ao comentar as características geográficas do empreendimento, o presidente da DTA prefere destacar as vantagens da localização. Em todos os portos do Brasil, a dragagem é tida como um problemão ambiental. Em Peruíbe, não. Como vai ter a ilha artificial para os navios, vai haver profundidade para navegação e, consequentemente, não vai precisar de dragagem‟, minimizou o presidente da DTA. (...) No dia 28 de janeiro, em uma tumultuada participação na reunião do Conselho da Cidade, em Peruíbe, o Engenheiro José Salomão Fadlalah, diretor de desenvolvimento da LLX, afirmou que seriam dragados quase 15 quilômetros, em mar aberto, para atingir o calado necessário ao tráfego de grandes navios. E que haveria uma dragagem de manutenção em intervalos de ano e meio a dois anos. 
Este desencontro confirma nossas afirmações em artigos anteriores que a LLX está fazendo um balão de ensaio e as autoridades de Peruíbe estão, inocentemente ou propositadamente, não sabemos, fazendo parte deste "teatrinho" " fato lamentável, pois esta atitude está criando um clima para iniciar uma verdadeira invasão de pessoas a procura dos "milhares de empregos‟ prometidos. "Verdadeira irresponsabilidade” (fls. 58). 
Ora, o desencontro de informações é flagrante, na medida em que o presidente da empresa responsável pela elaboração do estudo de impacto ambiental afirma a desnecessidade de dragagem e o executivo à frente do projeto do Porto o contradiz. Assim, o emprego do termo “teatrinho”, a despeito da ironia, se justifica por querer o autor demonstrar tratar-se de algo não verdadeiro, encenado, pois ou a dragagem é necessária ou não. Já a atribuição de irresponsabilidade também não é ofensiva, senão revela ao leitor a opinião do autor do texto sobre o fato relatado sem ultrapassar as barreiras do regular exercício do direito à livre expressão do pensamento. As acusações de “coação” e “suborno” (fls. 06/09) também estão todas ligadas ao fato de o autor ter afirmado existir “negociação” para a saída dos índios (fls. 60, 62, 64, 68, 76, 72, 74 e 76/77), o que é verdadeiro. 
Repise-se que o relatório confirma que foram oferecidas vantagens econômicas para que os índios deixassem a terra e não saíssem “sem nada”, a justificar o emprego daqueles vocábulos. De outro turno, a publicação de fls. 60, na qual foi utilizada a expressão “bando”, não foi diretamente formulada contra o autor. 
Assim, em que pese terem sido ácidas as críticas direcionadas ao autor, elas não são desarrazoadas e não ultrapassaram o limite do direito à livre expressão do pensamento e do debate inerente ao estado democrático do direito. 
Por fim, no tocante à verba honorária assiste parcial razão ao apelante. Embora nada impeça que a verba honorária, no caso de improcedência do pedido, seja fixada, em percentual sobre o valor da causa, deve observar a equidade, o que não ocorreu nestes autos. Realmente, o valor está elevado para uma causa desvestida de complexidade, embora trabalhosa, com tomada de depoimentos e exame de vários documentos. Assim, os honorários são reduzidos. 
Ante o exposto, dou parcial provimento ao recurso, na forma do dispositivo. Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2013. 
 DES. CARLOS EDUARDO DA FONSECA